Centenário Dorina Nowill

No dia 28 de maio, terça-feira, lembramo-nos do legado deixado por Dorina Nowill, de acordo com a Fundação Dorina de Gouvêa Nowill, Dorina foi uma educadora, filantropa e administradora brasileira, que nasceu em São Paulo, no dia 28 de maio de 1919 e faleceu na mesma cidade em 29 de agosto de 2010.
A Fundação Dorina leva o nome de sua idealizadora, Dorina de Gouvêa Nowill, porém, mais do que uma fundação, ela deixou a oportunidade de viver com dignidade à pessoa com deficiência visual e, às pessoas que enxergam, uma lição de vida.
Perseverança, caridade, resignação e paciência são as lições deixadas por esta paulista que enxergava o mundo com os olhos da alma.
Mas quem foi essa mulher e quais eram suas motivações? Foi a presidente emérita e vitalícia, que conviveu durante 74 anos com a cegueira e fez disso sua missão de vida.
Nowill ficou cega aos 17 anos em virtude de uma infecção ocular, que ocasionou uma hemorragia. A cegueira não a impediu de seguir carreira na área da educação e em 1945, conseguiu convencer a Escola Caetano de Campos, onde cursava o magistério e viria a se formar como professora, a implantar o primeiro curso de especialização de professores para o ensino de cegos.
Em 1982, Dorina lutou, também, pela abertura de vagas e encaminhamento das pessoas com deficiência para o mercado de trabalho. Durante a Conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra. A educadora conseguiu que a Recomendação 99, sobre a reabilitação profissional, fosse discutida.
Em 1983, Quando a Conferência da OIT se reuniu no congresso, os representantes do governo brasileiro, dos empresários e dos trabalhadores votaram a favor da proposta do Conselho Mundial para o Bem-Estar do Cego, pela aprovação da Convenção 159 e da Recomendação 168, que convocam os Estados membros a cumprirem o acordo, oferecendo programas de reabilitação, treinamento e emprego para as pessoas com deficiência.
Dorina também foi presidente do Conselho Mundial para o Bem-Estar dos Cegos, hoje, União Mundial de Cegos, e recebeu vários prêmios e medalhas nacionais e internacionais ao longo de suas mais de seis décadas de trabalho à frente da Fundação Dorina.
Por todos esses motivos, hoje o CENAIC tem o prazer de relembrar a história dessa mulher e educadora que com muito trabalho conseguiu conquistar muitos benefícios para os cegos, entre outros feitos.

 

Fonte: https://www.fundacaodorina.org.br/

 

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